Arquivos para a Categoria ‘Maria Alberta Menéres’

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A dança do B

Janeiro 20, 2010

Um dia, o boi, o burro, o besouro,

O borrego, o búfalo e a borboleta

Repararam que os seus nomes

Começavam todos por b.

Disseram ao mesmo tempo:

Que bonito!

O bacalhau, o berbigão, o besugo

E o búzio, lá no mar,

Repararam que os seus nomes

Também começavam por b.

Disseram todos assim:

Que bonito!

Veio logo uma baleia de longe,

A gritar. Esperem,

Esperem aí por mim!

Maria Alberta Menéres

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O meu chapéu

Julho 20, 2009

Posso fazer um chapéu
de qualquer coisa que veja,
de ninhos de abelharuca
ou de folhas de cereja.

Das penas de um galaroz
ou de conchinhas do mar;
de três meadas de lã,
fica um chapéu de pasmar.

Se pegar num passador
dos de escorrer macarrão
e lhe espetar malmequeres,
nem sonham que figurão!

Para ter um chapéu bem original,
basta ter ideias etecétera e tal…

Maria Alberta Menéres

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Hino do arco-íris

Março 12, 2009

Sete cores, setenta e sete

voltas do nosso girar,

mais de sete mil e sete

voltas havemos de dar.


Sete cores, setenta mil,

não há cor que tenha par,

poisamos em cada coisa

o tom que lhe queremos dar.


Sete cores, setenta e sete

voltas do nosso girar,

quem nos quiser conhecer

tem que ver mais do que olhar.


Sete cores, setenta mil,

setecentas mil talvez

maneiras de ser subtil.

Cada cor, era uma vez.

Maria Alberta Méneres
e
António Torrado

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Timidez

Março 2, 2009

centopeia33

O bicho-de-conta

Faz de conta, faz

Que é cabeça tonta

Mas lá bem no fundo

Não é mau rapaz.

Se a gente lhe toca,

Logo se disfarça:

Veste-se de bola.

Por mais que se faça

Não se desenrola.

Lá dentro escondendo

Patinhas e rosto

É todo um segredo:

Se eu fosse menino

Comigo brincava

Sem medo sem medo.

Maria Alberta Menéres

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