Arquivos para a Categoria ‘Alexandre Parafita’

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Trocadilho da pulga catapulga

Julho 24, 2010

A pulga catapulga

Cata a pulga,

E pra catá-a

Subiu à catapulta

Onde o guarda quis multá-la.

«Não me multe,

Senhor guarda,

Nem cá suba,

À catapulta,

Pois, não tarda,

Vai estragar a sua farda!»

E lançou-se a pobre pulga

Catapulga

Do alto da catapulta

Pra fugir àquela multa!

«Senhor guarda,

Senhor guarda,

Vá-se embora

Mais a farda!

Que esta multa,

Por inculta,

Há-de ver que não resulta!»

Alexandre Parafita

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Sinfonia no meu jardim

Maio 18, 2009

grillo

Era uma vez um grilito

Que a cantar não tinha fim,

Cantava de noite e de dia

Num canto do meu jardim!

“Gri-gri-gri! Gri-gri-gri!

Que rica vida esta aqui!”

De manhã, de manhãzinha,

Ao clarear o jardim,

Na porta de sua casa

O grilo trilava assim:

“Gri-gri-gri! Gri-gri-gri!

Que raio de frio aqui!”

Mas o sol, primaveril,

Ia subindo e aquecia,

E o grilo, trila que trila,

Era assim ao meio-dia:

“Gri-gri-gri! Gri-gri-gri!

Já me queimo todo aqui!”

Mas nem assim se calava,

Tinha aquela devoção;

E, chegado o pôr-do-sol,

Já era assim a canção:

“Gri-gri-gri! Gri-gri-gri!

Não tirem o sol daqui!”

Depois a noite caía,

Lenta e triste no jardim,

E o grilo, lá no seu canto,

Já só praguejava assim:

“Gri-gri-gri! Gri-gri-gri!

Que escuridão faz aqui !”

E noite fora o cantor,

À espera de um novo dia,

A contar todas as horas

Resistia, resistia…

“Gri-gri-gri! Gri-gri-gri!

Gri-gri-gri! Gri-gri-gri-griiii!”

Alexandre Parafita

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